Deixe-me pensar. Era um menino tão comum. Com desejos e esperanças. Aquele menino que não desperta atenção nem no mais atento professor. Não que fosse medíocre, pois o sentido que essa palavra ganhou não resume esse menino. Talvez ordinário seja mais próprio a ele, mas também não é o adjetivo perfeito. Na verdade, acho que sua maior característica foi a capacidade de passar por qualquer rótulo, mas não se encaixar em nenhum. Era respeitado por todos, mas não admirado. Isso não o deixava infeliz, ou feliz. Mas, por alguma razão, era um garoto melancólico.